Fogos de artifício: riscos para a saúde de cães e gatos no Réveillon

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

O presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro (CRMV-RJ), Diogo Alves, expressou preocupações sobre os impactos negativos dos fogos de artifício nos animais durante as festas de fim de ano. Os cães podem ouvir até 40 mil Hertz e os gatos até 65 mil Hertz, o que os torna extremamente sensíveis ao barulho intenso das explosões. Essa situação pode gerar pavor e riscos de acidentes, incluindo tentativas de fuga dos animais, que podem resultar em ferimentos graves ou até morte.

Além do sofrimento físico, Alves destaca que os fogos de artifício podem causar reações comportamentais severas, como pânico e estresse. Ele recomenda que os tutores preparem seus pets com antecedência, criando ambientes seguros e utilizando técnicas como o uso de brinquedos e sons constantes para acalmar os animais. A orientação é que os donos estejam atentos a situações que possam aumentar a ansiedade, como a presença de convidados em casa, que podem deixar portas abertas, permitindo que os animais escapem.

As recomendações incluem a utilização de feromônios para gatos, a criação de barreiras sonoras e o controle do ambiente para reduzir o impacto do barulho. Além disso, o CRMV-RJ enfatiza que a responsabilidade de cuidar da saúde dos animais deve ser uma prioridade durante as celebrações. Informar-se sobre cuidados básicos, como evitar alimentos perigosos, também é fundamental para prevenir intoxicações e garantir a segurança e o bem-estar dos pets.

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