As eleições de 2022 em Goiás revelaram um cenário desafiador para os candidatos a deputado federal e estadual, onde foram necessários 202.776 votos para uma vaga na Câmara dos Deputados e 83.985 para a Assembleia Legislativa. A proibição de coligações complica ainda mais a situação, exigindo que os partidos pequenos se organizem de forma autônoma, aumentando a pressão sobre os novatos que sonham em se eleger. O alerta é claro: muitos podem acabar decepcionados ao perceber a realidade das nominatas e a quantidade de votos exigidos.
O registro da federação entre o União Brasil e o PP ainda não foi efetuado no Tribunal Superior Eleitoral, o que gera incertezas sobre o futuro político dos candidatos associados a essas siglas. O caso de Lucas Vergílio, que, mesmo com 76.283 votos, não conseguiu se reeleger, destaca como os partidos pequenos enfrentam a dura realidade das eleições, onde o quociente eleitoral pode ser um grande obstáculo. Com apenas 22 candidatos à Câmara alcançando mais de 50 mil votos, o cenário é alarmante para novos postulantes.
Diante dessa realidade, é essencial que os presidentes de partidos pequenos expliquem aos novatos as complexidades da corrida eleitoral. Ao longo do processo, a união e a colaboração entre candidatos podem ser determinantes para o sucesso nas urnas. Assim, a estratégia de campanha deve ser cuidadosamente planejada para que todos os envolvidos consigam maximizar suas chances de eleição, evitando ilusões e frustrações.

