Os separatistas do Conselho de Transição do Sul (CTS) declararam, em 31 de dezembro, sua determinação em restabelecer um Estado no sul do Iêmen. Essa afirmação foi feita por um porta-voz do grupo após uma ofensiva relâmpago que resultou na conquista de amplos territórios. O movimento, que conta com o apoio dos Emirados Árabes Unidos, opera em um país devastado por mais de uma década de guerra civil, marcada por conflitos entre o governo e os rebeldes huthis, que são respaldados pelo Irã.
A posição do CTS é desafiada pela Arábia Saudita, que exige a retirada dos separatistas das áreas recentemente conquistadas e tem realizado ataques aéreos contra suas posições. O porta-voz do CTS, Anwar al Tamimi, destacou que a recente situação tem fortalecido a determinação dos habitantes do sul em restabelecer a República Democrática e Popular, que foi independente entre 1967 e 1990. Segundo ele, o movimento está preparado para agir assim que as circunstâncias permitirem, podendo ser em um futuro próximo ou distante.
A escalada do conflito no sul do Iêmen levanta preocupações sobre a estabilidade regional e a possibilidade de uma nova guerra entre facções. Enquanto a Arábia Saudita e seus aliados pressionam pela desocupação das áreas, o CTS mantém firme sua postura, o que pode resultar em um prolongamento das hostilidades e em um impacto significativo para a população civil. A situação continua a se desdobrar em um cenário já complexo de disputa de poder no país.

