Petróleo enfrenta a maior queda anual desde 2020 devido a excesso de oferta

Eduardo Mendonça
Tempo: 1 min.

Os preços do petróleo, incluindo o West Texas Intermediate, estão em uma trajetória de queda acentuada, com uma previsão de perda anual de cerca de 19% para 2025. Essa redução é atribuída a uma combinação de fatores, como aumento da oferta global, tarifas elevadas e sanções impostas a produtores-chave como Rússia, Irã e Venezuela.

Os contratos futuros do petróleo Brent apresentam um declínio superior a 17% este ano, marcando sua sequência mais longa de perdas desde 2020. Especialistas, como o analista de commodities do BNP Paribas, preveem que o Brent poderá cair para US$55 por barril no início de 2026, antes de uma possível recuperação. A expectativa é que a oferta se normalize, enquanto a demanda permanece estável, mas os produtores de xisto dos EUA continuam a influenciar o mercado com uma oferta consistente.

As recentes elevações nos estoques de petróleo bruto e combustível nos EUA também contribuem para essa dinâmica negativa, com dados adicionais a serem divulgados pela Administração de Informações sobre Energia. Assim, o cenário atual de preços baixos pode persistir, impactando não apenas o mercado de energia, mas também a economia global como um todo.

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