A China anunciou, em 31 de dezembro de 2025, novas medidas de salvaguarda para a importação de carne bovina, que incluem a criação de cotas específicas por país e a imposição de uma tarifa adicional de 55% sobre volumes que excederem essas cotas. O comunicado foi feito pelo Ministério do Comércio do país e as regras começam a valer a partir de 1º de janeiro de 2026, com validade prevista de três anos até 31 de dezembro de 2028.
O Brasil, que é o principal fornecedor de carne bovina para o mercado chinês, terá uma cota de exportação de 1,106 milhão de toneladas sem tarifas adicionais em 2026. Apesar dessa cota, as medidas geram preocupação entre os produtores brasileiros, que temem uma queda nas exportações devido às novas restrições. A decisão da China foi motivada por pressões de pecuaristas locais, que alegam que o aumento das importações prejudica a indústria nacional.
As novas medidas poderão ter um efeito significativo nas relações comerciais entre a China e seus principais parceiros exportadores, como Brasil, Argentina e Uruguai. As autoridades chinesas indicaram que as tarifas e cotas poderão ser revisadas ao longo do período de implementação, o que sugere que o cenário pode continuar a evoluir conforme as condições do mercado e as pressões internas na China.

