Na manhã desta sexta-feira, 26 de dezembro de 2025, o Banco Central do Brasil realizou a venda de US$ 2 bilhões em leilões de linha, uma medida destinada a reduzir a pressão sobre o dólar. Apesar da intervenção, a moeda norte-americana manteve sua trajetória de alta desde a abertura dos negócios, refletindo um cenário de cautela no mercado financeiro.
Jefferson Rugik, diretor da Correparti, destacou que a sexta-feira apresenta um fluxo negativo tanto no segmento financeiro, devido a remessas ao exterior, quanto no comércio. O ambiente político, que inclui o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro à candidatura de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, à presidência, contribui para a incerteza e a necessidade de posições defensivas no mercado.
Pedro Ros, CEO da Referência Capital, comentou que a reação do mercado está ligada à percepção de risco em um cenário incerto, e não apenas à figura de Flávio Bolsonaro. Embora os leilões de linha ajudem a melhorar a liquidez, ele alerta que a intervenção é apenas uma solução temporária diante de problemas estruturais como a fragilidade fiscal e um cenário político volátil. Até às 11h14, o dólar à vista estava cotado a R$ 5,5423, em alta de 0,20%.

