Construção civil cresce em 2025, mas enfrenta escassez de mão de obra

Eduardo Mendonça
Tempo: 2 min.

A construção civil brasileira apresentou crescimento em 2025, impulsionada pela retomada de obras públicas e pela demanda reprimida no setor imobiliário. Apesar do aumento de empregos e investimentos, o setor enfrenta uma grave escassez de mão de obra, resultando em atrasos e pressão sobre os custos e salários. Essa situação critica o modelo produtivo tradicional, que já não consegue atender à nova realidade do mercado.

O crescimento acelerado de obras em andamento expôs um gargalo histórico na construção civil, onde a falta de profissionais qualificados se tornou um desafio significativo. Empresas relatam dificuldades em preencher vagas, especialmente nas etapas que requerem maior especialização, como acabamento e instalações. Esse descompasso afeta o cronograma das obras e gera necessidade de renegociação de contratos, aumentando o custo total dos projetos.

Diante desse cenário, o setor começa a buscar soluções inovadoras, como a industrialização da construção e a digitalização dos processos. A adoção de métodos que reduzam a dependência de mão de obra manual e a qualificação de trabalhadores são essenciais para garantir a eficiência e a sustentabilidade do setor. A construção civil do futuro será aquela que se reinventar frente à escassez de mão de obra, priorizando produtividade e inovação.

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