As principais gestoras de fundos imobiliários no Brasil estão se afastando dos fundos de fundos (FOFs) tradicionais e adotando uma abordagem multiestratégica. Essa mudança, que se intensificou nos últimos 12 meses, resulta em uma participação dos fundos multiestratégia de 5,8% no IFIX, em contraste com os 2,8% dos FOFs. A recente conversão do fundo RBFF11 da Rio Bravo para um modelo multiestratégia, aprovada em assembleia, simboliza essa nova fase no setor.
O movimento em direção à multiestratégia oferece vantagens significativas, como maior liberdade de alocação entre diferentes ativos, incluindo crédito, imóveis e ações. Especialistas apontam que essa flexibilidade pode resultar em melhores retornos para os investidores, especialmente em gestoras que já demonstraram capacidade de gerar valor. Além disso, fundos maiores tendem a ter mais liquidez e acesso a operações exclusivas, fortalecendo sua posição no mercado.
Essa reestruturação da indústria de fundos imobiliários indica uma maturidade crescente do setor. Com a consolidação de produtos menos segmentados e o aumento da escala, as gestoras estão melhor posicionadas para enfrentar os desafios do mercado. A transformação em multiestratégia não só melhora a eficiência das operações, mas também promete um impacto positivo no retorno dos cotistas a longo prazo.

