Velório de Tainara em SP: família clama por Justiça após feminicídio

Eduardo Mendonça
Tempo: 2 min.

Tainara Souza Santos, de 31 anos, é velada nesta manhã de sexta-feira, 26, no Cemitério da Vila Alpina, em São Paulo, após falecer em decorrência de um atropelamento e arrastamento que resultou na amputação de suas pernas. A ocorrência, que teve lugar em 29 de novembro, envolveu um ex-companheiro, que já se encontra preso e é acusado de feminicídio. Durante a cerimônia, familiares e amigos expressaram seu lamento e clamaram por Justiça, destacando o legado deixado por Tainara para seus filhos.

O incidente ocorreu quando Tainara foi atropelada por um veículo conduzido por Douglas Alves da Silva, de 26 anos, que avançou contra ela ao vê-la com outro homem em um bar. Após o atropelamento, Tainara foi arrastada por cerca de um quilômetro até a Marginal Tietê, onde foi socorrida em estado grave. O agressor fugiu do local e foi preso no dia seguinte, após resistência à abordagem policial, e agora enfrenta acusação de feminicídio, além de tentativa de homicídio contra um amigo da vítima que estava com ela no momento do ataque.

Os advogados da família de Tainara estão preparando um aditamento à denúncia para incluir o feminicídio consumado, uma vez que Tainara não sobreviveu aos ferimentos. A expectativa é que o processo avance rapidamente, dada a gravidade do caso e o clamor público por Justiça. Os defensores afirmam que o crime mudou a realidade de muitos e que é fundamental não esquecer o ocorrido, reforçando a necessidade de medidas eficazes contra a violência de gênero.

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