Nasry Asfura, um empresário conservador, foi oficialmente proclamado o novo presidente de Honduras, quase três semanas após uma eleição marcada por uma diferença de votos acirrada e denúncias de fraude. Ele obteve 40,1% dos votos, derrotando o apresentador de TV Salvador Nasralla, que exigiu uma recontagem devido a supostas irregularidades. Asfura, filho de imigrantes palestinos, assumirá o cargo em 27 de janeiro e promete não decepcionar o país durante seu mandato.
O processo eleitoral foi repleto de tensões, com a apuração dos votos intercalada por problemas técnicos e denúncias de fraudes. A missão da Organização dos Estados Americanos (OEA) declarou não haver indícios de fraude, porém, a oposição questionou a legitimidade do resultado. Com o apoio do governo dos Estados Unidos, que espera trabalhar em questões de imigração e segurança, Asfura enfrenta o desafio de governar uma nação que lida com altos índices de violência e polarização política.
A vitória de Asfura sinaliza um retorno ao poder da direita em Honduras, após um período de governo esquerdista sob Xiomara Castro. A eleição reflete uma tendência de ascensão de governos conservadores na América Latina, destacando a instabilidade política na região. Com a promessa de atrair investimentos e combater o narcotráfico, Asfura terá a difícil tarefa de unir um país dividido e garantir uma transição pacífica de poder.

