Na véspera de Natal, os venezuelanos, liderados por María Abreu, reúnem-se nas iluminadas avenidas de Caracas, buscando momentos de alegria em meio a um cenário de incertezas. Embora as festividades estejam em pleno andamento, a presença militar dos Estados Unidos no Caribe e a possibilidade de um bombardeio pairam sobre suas cabeças, gerando uma atmosfera de apreensão constante.
A crise política e econômica que assola a Venezuela há anos continua a ser uma preocupação central entre os cidadãos. Muitos, como Abreu, tentam ignorar as tensões geopolíticas, vivendo um dia de cada vez e celebrando as tradições natalinas. No entanto, o clima de festa é interrompido pela lembrança das dificuldades cotidianas, incluindo a hiperinflação e problemas de saúde mental, como aponta a psicóloga Yorelis Acosta.
As celebrações de Natal na Venezuela, embora vibrantes, são marcadas por um fardo político significativo que os venezuelanos tentam ignorar. O presidente Nicolás Maduro e sua administração enfrentam críticas constantes, e a preocupação com a possibilidade de ataques aéreos pelos EUA permanece vívida nas conversas informais. À medida que o novo ano se aproxima, a esperança de um futuro melhor se entrelaça com o medo do que está por vir.

