Olinda Castilho Escobal, uma senhora de 81 anos de São Paulo, está ansiosa para as festividades de Natal, que reunirão sua família em sua casa. Com dez pessoas, incluindo filhos, netos e uma bisnetinha, as comemorações prometem ser animadas, refletindo a tradição familiar de encontros festivos. A importância desses momentos é destacada pela psicóloga Valmari Cristina Aranha Toscano, que enfatiza o impacto positivo na saúde mental dos idosos ao serem incluídos nas celebrações.
As festas de fim de ano servem como um espaço vital para a construção de memórias e para a reafirmação de laços familiares. Valmari observa que, mesmo que a presença física seja limitada, a participação ativa dos mais velhos é essencial para fortalecer a união entre as diferentes gerações. A troca de experiências, receitas e tradições familiares não só enriquece as celebrações, mas também ajuda a preservar a história e a cultura familiar.
A especialista também alerta que, embora seja um momento de alegria, as festividades podem trazer à tona lembranças de ausências significativas, como a perda de entes queridos. Portanto, é fundamental que as reuniões sejam planejadas para promover um ambiente acolhedor e inclusivo, evitando discussões que possam gerar conflitos. Assim, as festas de Natal e Réveillon tornam-se não apenas uma celebração, mas uma oportunidade de reconciliação e construção de novas memórias coletivas.

