Desafios na Decifração de Línguas Antigas e o Papel da IA

Bianca Almeida
Tempo: 2 min.

Várias escritas de civilizações antigas, como a do Vale do Indo e a epiolmeca, continuam sem decifração, desafiando arqueólogos e linguistas. A especialista Svenja Bonmann, da Universidade de Colônia, investiga essas línguas, enfrentando dificuldades devido à escassez de evidências e à falta de textos bilíngues que poderiam facilitar a compreensão. Para Bonmann, esses registros são uma janela para culturas que desapareceram, revelando um enigma intelectual ainda não resolvido.

O sistema de escrita epiolmeca, utilizado na antiga costa do Golfo do México, e a escrita do Vale do Indo, da civilização Harappa, no atual Paquistão, são exemplos de como as limitações de registros tornam a decifração complexa. O linguista ressalta que a inteligência artificial pode identificar padrões, mas suas capacidades são limitadas em face de textos curtos e escassos. A falta de continuidade histórica e a destruição de sítios arqueológicos também dificultam o processo de decifração.

Embora a inteligência artificial seja promovida como uma ferramenta para decifrar códigos, Bonmann acredita que ela não pode substituir a análise humana. A IA carece de dados substanciais para funcionar efetivamente, e suas interpretações muitas vezes carecem de fundamentação científica. Assim, muitos mistérios do passado podem permanecer indecifrados, lembrando-nos da complexidade da condição humana e da necessidade de compreensão histórica.

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