O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou uma nota esclarecendo que suas reuniões com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ocorreram em função da aplicação da Lei Magnitsky. Esse esclarecimento foi feito em resposta a informações que sugeriam que Moraes teria pressionado Galípolo para aprovar uma solução relacionada ao Banco Master, que foi liquidado em 18 de novembro. A nota não menciona o caso do banco, mas enfatiza a natureza das discussões.
Moraes destacou que as reuniões com Galípolo e outros líderes do setor financeiro focaram nas graves consequências da aplicação da Lei Magnitsky. Esta lei, imposta pelo governo dos Estados Unidos, pode acarretar restrições significativas à movimentação financeira do ministro e de outras pessoas associadas. Além de Galípolo, Moraes também se reuniu com a presidente do Banco do Brasil e outros executivos de instituições financeiras, abordando questões como contas correntes e cartões de crédito.
O presidente do Banco Central ainda não se manifestou sobre o tema. As declarações de Moraes surgem em um contexto em que a sua relação com o Banco Master é objeto de investigação, levantando preocupações sobre possíveis conflitos de interesse. Este desdobramento pode impactar a percepção pública sobre a atuação de Moraes e a confiança nas instituições financeiras do Brasil.

