Verão aumenta risco de AVC, alerta neurocirurgião no Rio de Janeiro

Eduardo Mendonça
Tempo: 2 min.

O neurocirurgião Orlando Maia, do Hospital Quali Ipanema, no Rio de Janeiro, adverte que o risco de acidentes vasculares cerebrais (AVC) aumenta no verão. Ele aponta que o calor provoca desidratação, o que pode levar à coagulação do sangue e, consequentemente, a um maior risco de AVC. Além disso, a pressão arterial tende a diminuir devido à vasodilatação, o que também favorece a formação de coágulos.

Maia destaca que o consumo elevado de álcool durante as férias e a negligência com a saúde podem agravar a situação, aumentando a incidência de AVC. Ele explica que a formação de coágulos está ligada a hábitos como o tabagismo e doenças não controladas, afetando especialmente aqueles com menos de 45 anos. Durante o verão, o hospital atende cerca de 30 pacientes por mês, o dobro da média anual, evidenciando a gravidade do problema.

O médico enfatiza a importância da prevenção e do tratamento rápido, que pode incluir a administração de medicamentos ou procedimentos para desobstrução dos vasos. Os sintomas de um AVC, como paralisia súbita e dificuldades de fala, devem ser tratados como emergências médicas. Assim, é crucial que a população esteja ciente dos riscos e busque cuidados adequados para reduzir a incidência de AVC nesta época do ano.

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