O Ifix, índice que representa os fundos imobiliários mais negociados na Bolsa brasileira, registrou um crescimento de 18% em 2025, o que indica uma recuperação significativa no setor. Entretanto, muitos fundos ainda apresentam descontos acentuados em relação ao seu valor patrimonial, com variações que podem chegar a 80%. Esse contraste levanta questionamentos sobre a saúde financeira desses ativos, especialmente em um cenário de juros elevados.
Os descontos observados nos fundos imobiliários refletem uma combinação de fatores, incluindo o impacto do ciclo de juros altos e questões estruturais específicas de cada fundo. Alguns fundos, como os de lajes corporativas e de crédito, estão lidando com problemas de gestão e inadimplência, o que resulta em uma desconfiança generalizada por parte dos investidores. Especialistas recomendam cautela, enfatizando a importância de analisar a qualidade da gestão e a sustentabilidade dos rendimentos antes de considerar qualquer investimento.
Olhando para o futuro, o cenário de 2026 pode trazer mudanças significativas, com projeções que indicam uma possível redução na taxa Selic. Essa expectativa pode beneficiar especialmente os fundos imobiliários de tijolo, que são mais sensíveis às taxas de juros. No entanto, a análise contínua do mercado e das condições econômicas será fundamental para que os investidores possam tomar decisões informadas e evitar armadilhas financeiras.

