Itália e França pedem adiamento de acordo UE-Mercosul em Foz do Iguaçu

Eduardo Mendonça
Tempo: 2 min.

Nesta quarta-feira (17), a Itália se juntou à França ao solicitar o adiamento do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pretende assinar no próximo sábado em Foz do Iguaçu. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, expressou preocupações sobre a falta de proteção adequada para os agricultores italianos, afirmando que seria prematuro avançar com a assinatura neste momento.

Meloni destacou que algumas salvaguardas necessárias ainda não foram concluídas, refletindo uma posição compartilhada por outros países da UE, como Polônia e Hungria. Essa situação representa um obstáculo significativo para a Comissão Europeia, que busca garantir a conclusão do acordo até o fim do ano. Enquanto a Alemanha e a Espanha apoiam a assinatura, a pressão sobre os líderes europeus aumenta, especialmente em meio a temores da classe política e do setor agrícola francês sobre os impactos da competitividade dos produtos sul-americanos.

A expectativa agora gira em torno da cúpula europeia marcada para esta quinta-feira, onde o tema será debatido. Mesmo que Ursula von der Leyen consiga avançar com a assinatura, o acordo ainda precisará ser aprovado pelo Parlamento Europeu no início de 2026. As próximas horas serão cruciais para determinar o futuro das relações comerciais entre a UE e o Mercosul e as potenciais repercussões para a agricultura europeia.

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