EUA pressionam Europa a não usar ativos russos para apoiar Ucrânia

Marcela Guimarães
Tempo: 1 min.

Os Estados Unidos estão exercendo pressão sobre países europeus para que abandonem a ideia de utilizar ativos russos congelados como forma de apoio financeiro à Ucrânia. A declaração foi feita por uma autoridade ucraniana nesta quarta-feira (17), véspera de uma importante cúpula da União Europeia que abordará o assunto em Bruxelas.

Atualmente, cerca de 210 bilhões de euros do Banco Central russo estão imobilizados na UE. O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, viajará a Bruxelas para tentar convencer os parceiros europeus a recorrer a esses ativos após a invasão russa em 2022. A proposta dos EUA, que passou por várias modificações, sugere que esses ativos poderiam ser usados como moeda de troca em negociações, levantando preocupações sobre a possibilidade de a Rússia recuperar parte deles.

A cúpula da UE, marcada para quinta e sexta-feira, discutirá como financiar a Ucrânia nos próximos dois anos, com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, propondo a utilização dos ativos russos congelados para um empréstimo de 90 bilhões de euros. Contudo, essa iniciativa enfrenta oposição na Bélgica, que teme represálias russas e possíveis litígios judiciais.

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