Uso irregular de Mounjaro por jogadores do São Paulo gera polêmica

Bianca Almeida
Tempo: 2 min.

O médico Eduardo Rauen indicou um fornecedor não autorizado do medicamento Mounjaro a jogadores do São Paulo, revelado por uma reportagem do Uol nesta terça-feira, 12. O centro de tecnologia e ciência no futebol, TecFut, onde Rauen atua, está no CT da Barra Funda. O medicamento, aclamado por seus efeitos emagrecedores, foi prescrito em desacordo com as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O fornecedor indicado por Rauen vendia Mounjaro importado, prática proibida pela Anvisa, e cobrava R$ 5.599 por unidade, um preço consideravelmente acima do valor de mercado. A prescrição do medicamento para emagrecimento foi autorizada apenas em junho de 2025, com restrições específicas, incluindo a necessidade de um Índice de Massa Corporal (IMC) mínimo. Apesar disso, dois atletas do clube utilizaram o produto durante a temporada, levando a diretoria a abrir uma investigação interna sobre o caso.

Rauen afirmou que não fará mais comentários sobre a situação, reiterando que sua atuação se limita à avaliação clínica e ao tratamento. O São Paulo, por sua vez, defende que agiu dentro das normas e não vê relação entre o uso do medicamento e o alto número de lesões na equipe. Com a crescente popularidade do Mounjaro, é essencial que as diretrizes de uso sejam seguidas rigorosamente para garantir a saúde dos atletas e a conformidade legal.

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