A Vara Empresarial de São Paulo rejeitou, nesta segunda-feira, o pedido do Assaí para que o GPA fornecesse garantias contra possíveis perdas financeiras em decorrência de contenciosos tributários. A decisão foi anunciada enquanto as ações do Assaí e do GPA enfrentavam quedas significativas no mercado, com os papéis do Assaí recuando 2,25% e os da GPA caindo 3,52%. O Assaí tentava assegurar recursos em caso de venda de participação do Casino, controladora do GPA.
O contexto da decisão é complexo, uma vez que o Assaí está preocupado com as repercussões financeiras de sua ligação com o GPA, que enfrenta desafios tributários. O JPMorgan avaliou que a recusa da liminar não deve gerar grandes flutuações nas ações do Assaí, embora traga um viés negativo ao risco percebido pelos investidores. Para o GPA, essa rejeição pode reduzir a chance de depósitos judiciais em curto prazo, mas também gera incertezas sobre a eventual venda de participação do Casino.
Apesar de não haver um impacto imediato nas finanças do Assaí, o Bradesco BBI destacou que a decisão intensifica a percepção de risco atrelada à empresa. A exposição a passivos significativos poderá influenciar o prêmio de risco das ações, exigindo que os investidores monitorem a situação com atenção. Portanto, enquanto a empresa se prepara para o futuro, o cenário tributário permanece uma fonte de incerteza estrutural.

