Na última terça-feira, a Polícia Federal prendeu o desembargador Macário Ramos Judice Neto, que é relator de uma investigação contra um ex-deputado. A defesa do magistrado, representada pelo advogado Fernando Augusto Fernandes, argumenta que o ministro do STF, Alexandre de Moraes, foi ‘induzido a erro’ ao determinar a prisão, pois não teve acesso à decisão que fundamentou a ação.
O desembargador havia ordenado a prisão preventiva do ex-deputado TH Joias, que também é alvo da Operação Unha e Carne. A Polícia Federal acredita que Judice Neto possa ter vazado informações confidenciais relacionadas a essa operação, que investiga a obstrução de investigações sobre corrupção no estado do Rio de Janeiro. A defesa promete apresentar esclarecimentos nos autos e solicitar a soltura imediata do cliente.
Com a prisão de Judice Neto, os desdobramentos da Operação Unha e Carne podem impactar ainda mais o cenário político no Rio de Janeiro, especialmente após a prisão do ex-presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, que havia sido libertado após ação do parlamento. A situação levanta preocupações sobre a integridade das investigações e a relação entre o Judiciário e outros poderes no estado.

