O ex-presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, indultado por Donald Trump durante sua condenação por narcotráfico, afirmou nesta terça-feira, 16, que não tem intenções de voltar ao seu país. O pronunciamento ocorre em um contexto político conturbado, onde a atual presidente, Xiomara Castro, acusa Hernández de planejar uma entrada no país para influenciar as eleições presidenciais que ocorrerão em novembro. Em suas declarações, ele destacou que sua segurança e de sua família estariam comprometidas, o que reforça sua decisão de permanecer fora do país.
A presidente Castro, por sua vez, denunciou uma suposta agressão à ordem constitucional, afirmando que a interferência de Trump e as manobras eleitorais poderiam resultar em um golpe contra seu governo. A tensão se intensifica com a proximidade das eleições, onde o candidato Nasry Asfura, do mesmo partido de Hernández, lidera as pesquisas. A presidente convocou seus apoiadores a se mobilizarem pacificamente em Tegucigalpa para rejeitar qualquer tentativa de desestabilização.
Além disso, a situação de Hernández é complexa, já que o procurador-geral solicitou à Interpol a execução de uma ordem de prisão contra ele por lavagem de ativos e fraude. O clima político em Honduras permanece volátil, com as autoridades e a população em alerta para possíveis desdobramentos relacionados ao ex-presidente e ao resultado das eleições. A negação de Hernández em retornar ao país pode ser uma estratégia para evitar pressões políticas e legais que possam surgir com seu retorno.

