Na segunda-feira, o Comando Sul dos EUA anunciou a realização de ataques a três embarcações no Pacífico, resultando na morte de oito homens. As autoridades militares afirmaram que as embarcações estavam operando em rotas conhecidas de narcotráfico. Este evento sinaliza uma escalada na abordagem militar dos EUA em relação ao tráfico de drogas na região.
Os ataques ocorreram em águas internacionais e fazem parte de uma campanha militar mais abrangente, que já resultou na destruição de mais de 20 embarcações no Oceano Pacífico e no Mar do Caribe, próximo à Venezuela. O governo dos EUA, sob a administração do ex-presidente Donald Trump, tem defendido a legalidade dessas operações, apesar das críticas sobre a possibilidade de execuções extrajudiciais. A secretária de imprensa do Pentágono afirmou que todas as ações estão em conformidade com as leis internacionais.
As operações militares dos EUA no Pacífico não apenas visam combater o narcotráfico, mas também podem ser vistas como uma preparação para ações mais diretas contra a Venezuela. Especialistas alertam que essa abordagem pode ter implicações significativas nas relações diplomáticas da região. A crescente militarização do combate ao tráfico levanta questões sobre a eficácia e a ética das ações empreendidas.

