Na segunda-feira, o Comando Sul dos Estados Unidos anunciou que realizou ataques a três embarcações em águas internacionais do Pacífico Oriental, resultando na morte de oito homens. As operações foram justificadas pela inteligência militar, que alegou que as embarcações estavam ativamente envolvidas no narcotráfico e transitando por rotas conhecidas da atividade ilícita.
Os ataques fazem parte de uma campanha militar mais ampla contra o tráfico de drogas, intensificada pelo governo anterior, que inclui ações contra mais de 20 embarcações no Oceano Pacífico e no Mar do Caribe, especialmente nas proximidades da Venezuela. A secretária de imprensa do Pentágono, Kingsley Wilson, afirmou que as operações respeitam as leis americanas e internacionais, apesar das críticas sobre a possibilidade de caracterizarem execuções extrajudiciais.
Essa nova abordagem militar levanta preocupações sobre as implicações legais e éticas das ações dos EUA, além de ser vista como um precursor de possíveis intervenções mais diretas na Venezuela. Especialistas em direito internacional estão debatendo a legitimidade dessas operações, enquanto o governo Trump defende sua legalidade em conformidade com a Lei de Conflitos Armados.

