Chile elege Kast, simbolizando avanço da ultradireita na América Latina

Patricia Nascimento
Tempo: 1 min.

O Chile elegeu José Antonio Kast, um admirador declarado de Augusto Pinochet, como seu novo presidente, marcando uma virada significativa na política do país. Kast, que assumirá o cargo em março de 2026, obteve um número recorde de votos, refletindo uma mudança nas prioridades dos eleitores, que agora se preocupam mais com segurança e imigração do que com desigualdade social.

A eleição de Kast é vista como parte de uma tendência mais ampla de ascensão da ultradireita na América Latina, onde líderes como Javier Milei, da Argentina, também se destacam. Especialistas destacam que essa mudança não se deve apenas a líderes carismáticos, mas a um sentimento crescente de insatisfação entre os cidadãos, especialmente entre os jovens, que buscam alternativas à política tradicional e às promessas não cumpridas da esquerda.

As implicações da vitória de Kast vão além do Chile, pois reforçam a ideia de que a ultradireita pode moldar o futuro político da região. À medida que os novos governos buscam resultados tangíveis, a experiência brasileira, onde instituições democráticas se mostraram resilientes, pode servir como um modelo para a oposição, que deve aprender com os erros do passado para recuperar espaço na política latino-americana.

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