O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano, afastando a possibilidade de cortes em janeiro de 2026. A ata divulgada no dia 16 de dezembro reconheceu a desaceleração da atividade econômica, mas enfatizou a necessidade de cautela em função das pressões inflacionárias que ainda persistem. Economistas acreditam que essa postura indica que a flexibilização monetária deve ser reconsiderada apenas em reuniões futuras.
Os diretores do Banco Central destacaram que, apesar das melhoras no cenário inflacionário, as expectativas permanecem acima da meta e a situação econômica externa ainda apresenta incertezas. Especialistas como Caio Megale, da XP, e Rafaela Vitoria, do Inter, concordam que o Copom adotou uma abordagem vigilante, o que sugere que um ciclo de cortes pode não se iniciar antes de março de 2026. A análise sublinha que a política monetária atual busca garantir a continuidade do processo de desinflação.
Além disso, a ata do Copom reflete uma leitura detalhada dos sinais recentes da economia, como a moderação do consumo das famílias e a situação desafiadora do mercado de trabalho. Embora haja espaço para otimismo em relação à inflação, o Comitê optou por não alterar sua estratégia, indicando que a manutenção da taxa Selic deverá ser prolongada. Essa decisão é vista como uma medida necessária para garantir a estabilidade econômica no curto prazo.

