Em 16 de dezembro de 2025, o Parlamento Europeu tomou a decisão de implementar medidas mais rigorosas para o controle das importações agrícolas provenientes do Mercosul, que inclui Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. O novo regulamento exige que a Comissão Europeia inicie investigações caso as importações de produtos como carne bovina, aves e açúcar aumentem em 5% ao longo de três anos, uma redução significativa em relação ao limite anterior de 10% ao ano estipulado no acordo original.
Essas novas exigências surgem em resposta a preocupações expressas por agricultores de países membros da União Europeia, especialmente da França, sobre a conformidade dos produtos com os padrões de produção exigidos. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, estava programada para visitar o Brasil para assinar o tratado, no entanto, essa iniciativa agora depende da aprovação dos estados membros da UE, refletindo a crescente pressão interna por uma regulamentação mais rigorosa.
As implicações dessa decisão podem ser significativas para o agronegócio brasileiro, que é um dos maiores produtores de carne bovina e de aves do mundo. Com as importações agrícolas do Mercosul mais restritas, o Brasil pode enfrentar desafios adicionais em suas exportações para a Europa, além de possíveis complicações nas negociações para a conclusão do acordo entre as partes. Assim, o futuro do comércio agrícola entre a UE e os países sul-americanos se torna cada vez mais incerto.

