Após mais de vinte anos de negociações, o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia continua sem uma formalização definitiva. Apesar de um entendimento político ter sido anunciado em 2019, o tratado ainda não foi assinado ou ratificado, o que é essencial para que possa entrar em vigor. A resistência de países europeus, como França e Itália, tem sido um dos principais obstáculos para a sua implementação.
O tratado prevê a redução gradual de tarifas e a ampliação do acesso a mercados entre os blocos, mas enfrenta preocupações significativas relacionadas à concorrência agrícola e exigências ambientais. A França, em particular, tem pressionado por garantias adicionais para proteger seus agricultores da entrada de produtos sul-americanos. A Comissão Europeia está buscando construir consenso interno para avançar com a tramitação do acordo.
Sem uma data definida para a assinatura ou votação final, o futuro do acordo permanece incerto. Autoridades europeias indicaram que um avanço poderia ocorrer em 2025, mas a resistência de alguns Estados-membros sugere que o tema pode ser adiado para 2026 ou além. Assim, o acordo Mercosul-União Europeia permanece em um estágio preliminar, sem validade jurídica e sem efeitos concretos sobre o comércio entre os dois blocos.

