O padre Júlio Lancellotti, reconhecido nacionalmente por seu trabalho pastoral, foi impedido de realizar transmissões ao vivo de missas e orientado a suspender o uso das redes sociais. A decisão, que pode resultar em sua saída da Paróquia São Miguel Arcanjo, na Mooca, foi comunicada pela Arquidiocese de São Paulo e gerou preocupação entre os fiéis. Durante uma missa no último domingo, o padre anunciou que as transmissões públicas estavam chegando ao fim, provocando comoção entre a congregação.
A determinação da Arquidiocese, repassada pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, sugere um período de recolhimento para Lancellotti, que possui grande visibilidade nas redes sociais. O padre, que frequentemente se posiciona sobre questões sociais e políticas, declarou que está cumprindo as orientações sem entrar em confrontos públicos. A suspensão das transmissões afeta especialmente fiéis idosos e doentes, que dependem desse acesso remoto às celebrações.
A reação de fiéis e movimentos sociais foi intensa, com muitos interpretando a decisão como uma tentativa de silenciamento de uma figura proeminente na defesa dos direitos humanos no Brasil. Embora não haja confirmação oficial sobre sua saída da paróquia, a situação levanta questões sobre a liberdade de expressão e a atuação de líderes religiosos em temas sociais. O futuro do padre Júlio Lancellotti dentro da Arquidiocese permanece incerto, dependendo de decisões administrativas internas.

