Em entrevista à Folha de S. Paulo, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, revelou a intenção da empresa estatal de aumentar seu poder de decisão sobre as operações da Braskem. Essa iniciativa surge após a saída da Novonor, que anteriormente controlava a petroquímica, e se concentra em maximizar as sinergias entre as duas organizações. A estratégia é parte de um esforço para tornar a operação da Braskem mais eficiente e competitiva no mercado.
Magda destacou a importância do Complexo de Energias Boaventura, no Rio de Janeiro, onde uma nova unidade petroquímica será alimentada por gás do pré-sal. Esse projeto representa uma oportunidade estratégica para fortalecer a colaboração entre a Petrobras e a Braskem, que ainda não foi plenamente explorada pela administração anterior. Além disso, a presidente reafirmou o compromisso da estatal com a transição para energias limpas, alinhando suas ações ao objetivo do governo de alcançar a neutralidade de carbono até 2050, enfatizando que essa transição deve ser gradual e economicamente viável.
A Petrobras planeja concentrar esforços na produção de combustíveis renováveis, como etanol e diesel coprocessado, além de investir em tecnologias sustentáveis. Magda também mencionou a disposição da empresa em explorar oportunidades no setor de etanol, incluindo aquisições de ativos, mas respeitando cláusulas de não competição. A presidente defendeu a manutenção da Petrobras como uma empresa estatal, ressaltando sua importância para o país e a necessidade de garantir sua operação eficiente e sustentável.

