Os sucessos da década de 1990, como ‘É o Tchan!’ e ‘Malhação’, seriam alvo de intenso cancelamento em 2025, em resposta a letras e conteúdos considerados problemáticos. Muitas músicas de funk e pagode, que promovem estereótipos machistas e sexualização de adolescentes, não seriam mais aceitas pela sociedade atual, que busca maior respeito e inclusão. Essa mudança reflete uma transformação cultural significativa ao longo das últimas três décadas.
A análise de produções dessa época revela que muitos artistas e programas de humor utilizavam estereótipos raciais e de gênero, normalizando comportamentos abusivos e a objetificação feminina. Exibições como as das paquitas da Xuxa e quadros humorísticos com conotações sexuais eram comuns, mas hoje seriam criticadas por perpetuarem visões problemáticas sobre mulheres e minorias. Com a evolução das discussões sobre saúde mental e relacionamentos tóxicos, a sociedade contemporânea se mostra mais atenta ao impacto desses conteúdos.
À medida que a cultura do cancelamento ganha força, muitos dos ícones da década de 90 enfrentam o desafio de se adaptar ou serem esquecidos. A crescente vigilância sobre questões sociais e de gênero indica que o legado desses sucessos precisa ser reavaliado. Essa reflexão convida à discussão sobre como as produções de entretenimento podem evoluir para serem mais inclusivas e respeitosas, refletindo uma sociedade que se preocupa com o bem-estar de todos.

