Em Berlim, no dia 15 de dezembro, o governo alemão reafirmou a necessidade de firmar o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia ainda nesta semana. O porta-voz do chanceler, Stefan Kornelius, enfatizou que a urgência é fundamental, apesar das tentativas da França de postergar a assinatura. A reunião do Conselho Europeu, agendada para os dias 18 e 19 de novembro, se torna um marco crucial para o avanço das negociações.
A proposta de acordo visa criar a maior área de livre comércio do mundo e facilitar a viagem da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ao Brasil, onde pretende assinar o tratado. Entretanto, a França, a segunda maior economia da UE, expressou sua oposição, alegando que ainda não existem condições adequadas para uma votação. O gabinete do primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, solicitou um adiamento para garantir medidas de proteção à agricultura europeia.
Bruxelas já apresentou um pacote de medidas para mitigar flutuações nos preços e nas importações de produtos agropecuários da América do Sul. Apesar disso, alguns países da UE demandam garantias mais robustas sobre as regras de uso de pesticidas. Von der Leyen garantiu que os instrumentos propostos protegem os padrões de segurança alimentar do bloco e que, se necessário, poderão ser impostas limitações ao fluxo de produtos sensíveis.

