A crescente preocupação com a imigração e a criminalidade levou José Antonio Kast a se aproximar da presidência do Chile. No próximo domingo (14), ele pode ser eleito como o primeiro líder de extrema direita desde a saída do regime de Augusto Pinochet, há 35 anos. A ansiedade da população, intensificada por operações de combate ao narcotráfico, traz à tona um debate sobre segurança e imigração.
Recentemente, a polícia chilena, por meio da ‘Operação Colômbia’, realizou uma série de batidas contra o tráfico de drogas em Santiago. Apesar do aumento da violência associado a gangues estrangeiras, dados oficiais indicam que a taxa de homicídios aumentou apenas 50% desde o início do milênio, partindo de uma base considerada baixa. A percepção de insegurança parece estar desproporcional à realidade, já que a maioria da população não foi vítima de crimes violentos nos últimos anos.
As pesquisas revelam que muitos chilenos veem a criminalidade como a questão mais premente do país, influenciada pela cobertura midiática que pode amplificar o medo. Kast, que promete medidas rigorosas contra a imigração irregular, reflete o sentimento de muitos que se sentem inseguros. O futuro político do Chile pode ser moldado por essa combinação de percepção de segurança e políticas de imigração, levando a um novo cenário social e político.

