O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do Brasil declarou que está atento ao recente aumento de 35% nas tarifas de importação aprovado pelo Congresso mexicano. Essa reforma, que afetará produtos de doze países sem acordos comerciais com o México, inclui o Brasil e foi aprovada na quarta-feira, dia 10 de dezembro de 2025. A nova legislação está programada para entrar em vigor em 1º de janeiro de 2026, gerando apreensão nas autoridades brasileiras.
A nota divulgada pelo ministério, liderado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, ressalta a importância de aguardar a publicação do texto final da lei para uma avaliação mais precisa dos impactos sobre as exportações brasileiras. Embora o setor automotivo, que já possui um acordo setorial, não deva ser afetado, há preocupações sobre como o aumento das tarifas pode impactar outras áreas do comércio bilateral, especialmente considerando a relação histórica entre os dois países.
O governo brasileiro reafirmou seu compromisso em manter um diálogo construtivo com o México, buscando preservar um ambiente de cooperação e comércio favorável. Além disso, expressou a necessidade de que decisões unilaterais que possam afetar o comércio bilateral sejam analisadas à luz do compromisso com a previsibilidade e a segurança jurídica, visando mitigar os efeitos negativos da reforma tarifária.

