Belarus liberta prisioneiros políticos após acordo com os EUA

Jackelline Barbosa
Tempo: 2 min.

No último sábado, 13 de dezembro, o governo de Belarus, sob a liderança de Alexander Lukashenko, libertou 123 presos políticos, incluindo Ales Bialiatski, ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 2022. Essa libertação ocorreu após dois dias de negociações entre autoridades bielorrussas e um enviado dos Estados Unidos, que resultaram na suspensão de sanções sobre o potássio bielorusso, um recurso crucial para a agricultura global.

A libertação de Bialiatski e outros dissidentes ocorre em um contexto de crescente pressão internacional contra o regime de Lukashenko, que tem enfrentado sanções devido à repressão de protestos em 2020. Bialiatski, que foi preso em 2021 por suas atividades em defesa dos direitos humanos, expressou alívio ao se reunir com a líder da oposição exilada, Sviatlana Tsikhanouskaya, na embaixada dos EUA na Lituânia. Essa ação também sinaliza um possível movimento de Belarus para distanciar-se da influência da Rússia, especialmente em meio à guerra na Ucrânia.

As negociações e a libertação dos prisioneiros podem abrir novas possibilidades para o diálogo entre os EUA e Belarus. No entanto, a oposição bielorrussa no exílio enfatiza a importância de manter as sanções da União Europeia, que visam não apenas a libertação dos presos, mas também mudanças estruturais no governo de Lukashenko. A situação permanece tensa, com a comunidade internacional observando atentamente os próximos passos do regime bielorrusso.

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