A deputada federal Talíria Petrone, do PSOL do Rio de Janeiro, manifestou sua preocupação após a suspensão de sua escolta policial, decisão tomada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, em 8 de dezembro. A parlamentar argumenta que essa medida foi adotada sem aviso prévio e ignora o histórico de ameaças que ela enfrenta, colocando em risco não apenas sua segurança, mas também a de seus filhos. Talíria acredita que a decisão é uma retaliação política em resposta às suas críticas e à sua atuação como líder de bancada.
No contexto da suspensão, Talíria teve um papel crucial na articulação que resultou na rejeição da cassação do mandato do deputado Glauber Braga e se opôs a um projeto de lei que atenuava penas para envolvidos em atos antidemocráticos. Apesar das alegações da deputada, a presidência da Câmara sustenta que a decisão foi fundamentada em um parecer técnico do Departamento de Polícia Legislativa, que não indicou riscos iminentes à integridade da parlamentar. A suspensão da escolta ocorreu antes dos recentes embates políticos, segundo informações oficiais.
Após a repercussão negativa do caso, a assessoria de Hugo Motta informou que a situação está sendo reavaliada e que o presidente está em contato com Talíria. A decisão poderá ser reconsiderada à luz de novas informações apresentadas pela deputada. Enquanto isso, a segurança de Talíria permanece em discussão, revelando a tensão política e os desafios enfrentados no atual ambiente legislativo brasileiro.

