Dissidentes do Fed alertam sobre riscos inflacionários em votos contra corte de juros

Marcela Guimarães
Tempo: 2 min.

No dia 12 de dezembro de 2025, autoridades do Federal Reserve dos Estados Unidos expressaram suas preocupações sobre a inflação elevada ao votarem contra um corte de juros. Austan Goolsbee, presidente do Fed de Chicago, e Jeffrey Schmid, presidente do Fed de Kansas City, foram os principais dissidentes em uma votação que reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,50% a 3,75%. Ambos argumentaram que a falta de dados atualizados sobre a inflação e o mercado de trabalho justificava a espera antes de qualquer modificação nas taxas de juros.

Goolsbee destacou a importância de aguardar relatórios governamentais que estão programados para serem divulgados em breve, sugerindo que a decisão de cortar juros poderia ser precipitada. Os dados mais recentes sobre desemprego e inflação, que datam de setembro, mostraram uma leve alta na inflação e um aumento na taxa de desemprego, reforçando a posição cautelosa dos dissidentes. Eles acreditam que a política monetária deve permanecer moderadamente restritiva para estabilizar a inflação, que está acima da meta do Fed.

As declarações dos dissidentes levantam questões sobre a eficácia das políticas monetárias atuais e os desafios que o Federal Reserve enfrentará no futuro. Com a entrada de novos membros no Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) no próximo ano, as decisões sobre a política de juros poderão refletir uma nova dinâmica em resposta à inflação persistente. O debate em torno da inflação e do emprego continuará a moldar as decisões do Fed, com implicações significativas para a economia americana e as expectativas do mercado.

Compartilhe esta notícia