Venezuela denuncia ‘pirataria internacional’ após apreensão de navio por EUA

Rafael Barbosa
Tempo: 2 min.

No dia 10 de dezembro, o governo da Venezuela reagiu com indignação à apreensão de um navio petroleiro por forças dos Estados Unidos na costa venezuelana, chamando o ato de ‘roubo descarado’. O presidente Donald Trump anunciou a apreensão, alegando que a embarcação estava conectada ao comércio ilegal de petróleo com o Irã, que enfrenta sanções americanas. O incidente marca um aumento nas tensões entre Caracas e Washington, que já se encontra em um estado delicado de relacionamento diplomatico.

O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela emitiu uma declaração condenando veementemente a ação, descrevendo-a como um ato de pirataria internacional. A apreensão foi acompanhada de um vídeo que mostrava tropas americanas descendo de helicóptero para tomar controle do navio, aumentando ainda mais as preocupações sobre a presença militar dos EUA na região. Desde agosto, ataques aéreos contra embarcações no Mar do Caribe resultaram em mais de 80 mortes, complicando ainda mais a situação de segurança na área.

Esse episodio não apenas agrava a crise entre os dois países, mas também levanta questões sobre a estratégia militar dos EUA no Caribe, que é justificar ações com a luta contra o tráfico de drogas. O presidente Nicolás Maduro acusou os EUA de usar o tráfico como pretexto para uma mudança de regime na Venezuela, o que pode resultar em repercussões significativas na geopolítica da região. A situação continua a ser monitorada, pois qualquer escalada nas hostilidades pode impactar as relações internacionais e a estabilidade na América Latina.

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