Estudo revela perda de 18,5 milhões de anos saudáveis por violência contra mulheres

Jackelline Barbosa
Tempo: 2 min.

Um estudo recente publicado na revista The Lancet revela que, em 2023, a violência contra mulheres e crianças resultou na perda de 18,5 milhões de anos de vida saudável entre mulheres. O levantamento analisou dados de 204 países, incluindo Brasil, Estados Unidos e China, constatando que 608 milhões de mulheres com 15 anos ou mais sofreram agressões por parceiros ou ex-parceiros. Além disso, 1,01 bilhão de pessoas adultas vivenciou violência sexual na infância, evidenciando a gravidade do problema.

As consequências da violência não se restringem a danos físicos, mas também afetam a saúde mental e emocional das vítimas. O estudo destaca que a violência doméstica está associada a um aumento significativo nos riscos de ansiedade, depressão e até homicídios relacionados a parceiros íntimos. As mulheres que enfrentam essas situações também apresentam um aumento nos anos de vida saudável perdidos, que refletem em problemas como HIV/AIDS e complicações na gestação.

Os pesquisadores ressaltam que a falta de recursos e normas culturais contribui para a subnotificação e a subestimação do problema. Embora organizações internacionais como a OMS e a ONU Mulheres estejam se posicionando, ainda há uma carência de legislação eficaz e mecanismos adequados para enfrentar a violência de gênero. Por isso, é fundamental priorizar medidas de prevenção e apoio às sobreviventes, além de ampliar a destinação de recursos para combater essa crise de saúde pública.

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