Nesta quarta-feira (10/12), a Câmara dos Deputados decidiu, por 227 votos a favor, rejeitar a cassação do mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP). A parlamentar, que já foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão, permanece no cargo, contrariando a decisão judicial que determinava a perda do mandato. A votação revelou um impasse constitucional, uma vez que eram necessários 257 votos para que a cassação fosse aprovada.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que outros casos relacionados a deputados condenados, como o de Alexandre Ramagem (PL-RJ), também serão discutidos. Enquanto isso, Zambelli aguarda uma decisão da Justiça italiana sobre seu pedido de extradição, uma vez que fugiu para a Itália antes de sua prisão ser decretada no Brasil. O processo de Zambelli foi encaminhado ao plenário após avaliação da Comissão de Constituição e Justiça, que rejeitou o relatório contrário à cassação.
Com a rejeição da cassação, a situação política de Zambelli, Ramagem e Eduardo Bolsonaro, que também enfrenta processos, gera um clima de incerteza sobre a aplicação das leis e a atuação do legislativo. O líder do PT na Câmara anunciou que o partido questionará a decisão por meio de um mandato de segurança no STF, o que pode levar a novos desdobramentos e contestações jurídicas sobre a validade da votação e a interpretação constitucional aplicada neste caso.

