Atividades criativas podem retardar envelhecimento cerebral em até sete anos

Jackelline Barbosa
Tempo: 1 min.

Um estudo internacional publicado na revista Nature Communications indica que práticas criativas, como dançar, pintar ou tocar um instrumento, podem ajudar a retardar o envelhecimento cerebral em até sete anos. A pesquisa, que envolveu mais de 1.200 participantes de 13 países, incluindo o Brasil, destaca a importância do engajamento em hobbies criativos na preservação das funções cognitivas.

Os pesquisadores observaram que indivíduos com alto envolvimento em atividades criativas apresentavam maior conectividade neural em áreas vulneráveis ao envelhecimento. Entre as práticas analisadas, o tango se destacou, mostrando que dançarinos podem ter um cérebro até sete anos mais jovem. Os autores ressaltam que o efeito positivo se deve à combinação de coordenação, improviso e memória, que ativam o cérebro de forma integrada.

Embora os benefícios da criatividade sejam significativos, os pesquisadores alertam que não se deve considerar essa prática como a única solução para um envelhecimento saudável. Fatores como alimentação, atividade física e predisposição genética também desempenham papéis decisivos. A conclusão sugere que atividades criativas devem ser integradas a um estilo de vida saudável para promover a proteção cognitiva ao longo do tempo.

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