Literatura como terapia: a jornada de superação de uma médica

Patricia Nascimento
Tempo: 1 min.

Em novembro de 2019, uma médica oftalmologista enfrentou uma grave crise mental que a levou a buscar ajuda psiquiátrica, após relatar pensamentos suicidas. Diagnosticada com um episódio depressivo severo, ela se viu forçada a se afastar do trabalho, o que inicialmente a deixou em um estado de férias, mas rapidamente se transformou em um período de profunda apatia e desânimo.

Ao longo de sua licença, a médica se dedicou à escrita, retomando um diário que havia abandonado. Essa prática se revelou terapêutica, permitindo que ela processasse suas emoções e refletisse sobre sua vida. Através de crônicas e postagens nas redes sociais, ela começou a abordar questões relacionadas ao trabalho e à pressão social, buscando na literatura um meio de se reencontrar e ajudar outros a fazer o mesmo.

Apesar dos avanços, a autora reconhece que a cura é um processo contínuo e que, embora tenha adquirido consciência sobre sua condição, ainda luta contra a tendência de ser workaholic. Sua experiência ressalta a importância de priorizar a saúde mental e a necessidade de apoio emocional, promovendo uma reflexão sobre o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.

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