Microchip e óculos inteligentes restauram visão em pacientes com DMRI avançada

Laura Ferreira
Tempo: 2 min.

Um estudo internacional revelou que a combinação de um microchip implantado sob a retina e óculos inteligentes pode restaurar parte da visão em pacientes com degeneração macular relacionada à idade (DMRI) avançada. A pesquisa, que contou com a participação de voluntários de cinco países, demonstrou que 81% dos participantes melhoraram sua capacidade de leitura após um ano de uso do dispositivo. Os resultados foram publicados no final de outubro na revista The New England Journal of Medicine.

O microchip, que mede apenas 2 milímetros, é colocado sob a retina e funciona em conjunto com uma câmera acoplada aos óculos, que capta imagens e as transforma em feixes de luz infravermelha. Esses feixes são convertidos em estímulos elétricos, permitindo que o cérebro receba sinais visuais, mesmo que as células da retina estejam danificadas. Apesar de 27 dos 32 voluntários terem mostrado avanços significativos em suas capacidades de leitura, a cirurgia para implantar o chip é complexa e apresenta riscos, como aumento da pressão ocular e hemorragias temporárias.

Os pesquisadores planejam desenvolver protótipos que melhorem ainda mais a nitidez da visão e aumentar o número de voluntários para testes. Embora a tecnologia ainda não esteja acessível ao público, os resultados obtidos representam um avanço notável na busca por tratamentos eficazes para a DMRI, que é a principal causa de cegueira irreversível no mundo. O oftalmologista responsável pela pesquisa destaca a importância desse progresso, que abre novas possibilidades para pacientes que sofrem com a perda da visão central.

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