Prêmio Nobel a María Corina Machado divide opiniões na Venezuela

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

A entrega do Prêmio Nobel da Paz à líder opositora venezuelana María Corina Machado, realizada na quarta-feira (10) em Oslo, gerou reações polarizadas em seu país. Sua filha, Ana Corina Sosa Machado, recebeu o prêmio em nome da mãe, que se encontra em uma situação de incerteza quanto ao seu retorno à Venezuela, onde enfrenta processos judiciais. A cerimônia foi marcada por uma celebração entre seus apoiadores e críticas contundentes de adversários políticos.

As opiniões a respeito do prêmio variam amplamente entre os venezuelanos. Muitos celebram a conquista como um reconhecimento internacional importante, enquanto outros, especialmente apoiadores do governo, consideram o prêmio uma afronta, desqualificando a figura de Machado. O clima em Caracas é tenso, com o governo convocando manifestações para deslegitimar a premiação e reforçar sua posição contrária à opositora.

A situação de María Corina Machado levanta questões sobre sua possível volta ao país, uma vez que o procurador-geral a classificou como “foragida” da Justiça. Enquanto seus apoiadores esperam que ela retorne para continuar sua luta política, críticos expressam receio sobre as repercussões de sua presença na Venezuela. O Nobel, portanto, não apenas destaca a divisão política no país, mas também acirra os ânimos em um contexto de crise contínua.

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