Uma recente pesquisa do Instituto de Política da Harvard Kennedy School, realizada entre 3 e 7 de novembro, revelou que a maioria dos jovens americanos entre 18 e 29 anos acredita que a inteligência artificial representa uma ameaça às suas perspectivas de emprego. Dos 2.040 entrevistados, 59% expressaram receio de que a IA venha a reduzir oportunidades de trabalho, superando preocupações com imigração e terceirização.
O estudo mostra que 45% dos jovens consideram que a IA diminuirá as oportunidades de emprego, enquanto apenas 14% esperam que ela traga ganhos. Adicionalmente, 41% afirmam que a IA tornará o trabalho menos significativo, refletindo uma preocupação com a perda de propósito nas atividades profissionais. Apesar de muitos líderes enfatizarem que a IA pode criar funções mais estimulantes, essa mensagem ainda não chegou de forma eficaz aos jovens trabalhadores.
As descobertas da pesquisa destacam a necessidade de um diálogo aberto entre líderes e funcionários sobre as transformações que a IA pode trazer ao ambiente de trabalho. A confiança dos jovens na IA para tarefas acadêmicas e profissionais é maior do que em questões pessoais, indicando um espaço para um treinamento adequado que integre as novas tecnologias às habilidades humanas. Portanto, é fundamental que as lideranças abordem esses desafios de forma transparente, assegurando que os jovens compreendam como suas carreiras podem evoluir em um cenário cada vez mais automatizado.

