Descoberta em Pompeia revela dieta incomum de escravos romanos

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

Uma nova descoberta arqueológica em Pompeia, no sul da Itália, trouxe à luz detalhes sobre a alimentação dos escravos da antiga cidade romana, que foi devastada pela erupção do vulcão Vesúvio há quase dois mil anos. As escavações, realizadas na área de Civita Giuliana, resultaram na identificação de ânforas contendo favas e cestos com frutas como peras e maçãs, revelando a qualidade nutricional da dieta desses trabalhadores escravizados.

Os achados sugerem que os escravos poderiam se alimentar melhor do que muitos cidadãos livres da época, que frequentemente enfrentavam dificuldades para suprir suas necessidades básicas. O diretor do Parque Arqueológico de Pompeia, Gabriel Zuchtriegel, destacou que esses trabalhadores eram considerados valiosos como ferramentas de produção, o que justificava o cuidado com sua saúde e nutrição. A descoberta ilustra a complexidade das relações sociais naquele período e as disparidades entre escravidão e liberdade.

Além de oferecer nova perspectiva sobre a alimentação dos escravos, a pesquisa levanta questões sobre a visão de humanidade em um sistema escravagista. Zuchtriegel observou que, apesar de tratados como objetos, os escravos compartilhavam experiências comuns com seus senhores, desafiando a ideia de uma linha clara entre liberdade e servidão. Essa análise ajuda a entender melhor a vida cotidiana na Roma Antiga e as interações sociais que moldavam o contexto histórico da época.

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