Treze marcas de luxo, como Gucci, Versace e Yves Saint Laurent, enfrentam uma investigação na Itália por supostamente recorrerem a terceirizados que exploram trabalhadores chineses. A Promotoria de Milão divulgou um documento nesta quinta-feira, revelando que foram encontradas peças dessas marcas em locais que empregam mão de obra em condições degradantes.
As investigações indicam uma grave falta de supervisão nas cadeias de suprimentos, onde trabalhadores enfrentam salários extremamente baixos e até dormem nos locais de trabalho. O promotor solicitou que as empresas apresentem documentos sobre suas cadeias de suprimentos para apurar as condições de trabalho. Entre as marcas investigadas estão também Prada, Ferragamo e Adidas, além de outras já apontadas em casos similares.
A resposta do governo italiano tem sido de defesa das marcas envolvidas, com o ministro da Indústria afirmando que a reputação do setor está sendo atacada. Por outro lado, defensores dos direitos trabalhistas criticam a situação, que se arrasta há décadas, exigindo uma ação mais firme contra abusos e exploração no setor da moda.

