A arquiteta brasileira Luisa Janssen Harger da Silva, de 31 anos, recebeu uma indenização de US$ 81,7 milhões após um atropelamento no metrô de Nova York em 2016. O Tribunal Federal do Brooklyn decidiu que a Autoridade Metropolitana de Transporte de Nova York (MTA) foi negligente ao não implementar medidas de segurança nas plataformas, apesar de já ter conhecimento dos riscos envolvidos. Luisa sofreu a amputação do braço e da perna esquerdos após cair nos trilhos da estação Atlantic Avenue–Barclays Center.
O acidente ocorreu quando Luisa, que estava de férias com o namorado, desmaiou e foi atingida por um trem. Após 24 dias de internação e diversas cirurgias, a brasileira se recuperou, mas enfrentou desafios para adaptar sua vida com próteses. A decisão judicial ordenou que a MTA indenizasse Luisa pelos danos físicos e psicológicos, além dos prejuízos materiais decorrentes do acidente, reconhecendo a responsabilidade da agência no incidente.
Atualmente, Luisa vive no Brooklyn e é uma defensora das políticas de acessibilidade. Formada em Arquitetura pela Universidade Federal de Santa Catarina e com mestrado pela City University of New York, ela atua em um comitê técnico que revisa o Código de Construção de Nova York. Sua trajetória destaca a importância de garantir segurança e inclusão nas estruturas urbanas, enfatizando a necessidade de medidas preventivas para evitar que tragédias como a sua se repitam.

