Startups brasileiras processam Meta por restrições no WhatsApp

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

As startups brasileiras Luzia e Zapia, especializadas no desenvolvimento de chatbots, entraram com um pedido de medida preventiva no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) contra a Meta. A ação surge após a atualização dos termos de uso do WhatsApp Business, que proíbe empresas de inteligência artificial de operar na plataforma a partir de janeiro de 2026, o que pode limitar severamente a atuação de agentes independentes no setor.

A nova regra estabelece que apenas empresas cuja atuação principal não seja baseada em inteligência artificial poderão utilizar o WhatsApp Business Solution. As startups argumentam que essa política favorece o assistente nativo da Meta, conhecido como Meta AI, e vai contra a tendência anterior da empresa de promover a integração de soluções de IA na plataforma de mensagens. O Cade já instaurou um procedimento preparatório e solicitou esclarecimentos à Meta até 8 de dezembro.

O CEO da Luzia, Álvaro Martínez, destacou que o objetivo da ação não é criar um conflito com a Meta, mas sim chamar a atenção das autoridades para as implicações da nova regra para a concorrência no mercado de IA. A Meta, por sua vez, defende que a API do WhatsApp não foi projetada para uso por chatbots de IA, alegando que a nova atualização não afetará empresas que utilizam essas tecnologias para funções secundárias. A situação se desenrola em um momento de crescente competição no setor de tecnologia e pode ter impactos significativos nas operações das startups envolvidas.

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