Em dezembro, a bandeira tarifária de energia elétrica deve ser acionada na cor amarela, marcando a primeira cobrança adicional desde 2021. Essa informação é baseada em análises que indicam que as chuvas fracas não conseguiram recuperar os níveis dos reservatórios das hidrelétricas, especialmente no Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deve divulgar oficialmente essa decisão na próxima sexta-feira.
O custo para os consumidores terá uma cobrança adicional de R$1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, em contraste com os R$4,46 por 100 kWh da bandeira vermelha atual. Embora essa mudança represente uma nova cobrança, espera-se que a pressão inflacionária seja moderada, uma vez que o custo será menor que o do mês anterior. Analistas, como os da corretora Warren Rena, projetam que a inflação ficará abaixo do teto da meta, mesmo com essa alteração.
As chuvas fracas e a manutenção da bandeira amarela refletem um cenário de preços de energia elevados e voláteis, exacerbados por mudanças nos modelos de cálculo de tarifas. Especialistas alertam que a evolução das chuvas nas próximas semanas será crucial para determinar o futuro do sistema energético. Para janeiro, há previsões otimistas de bandeira verde, sem cobrança adicional, caso as condições climáticas melhorem.

